domingo, 2 de outubro de 2011

O Amor Paternal


"Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino e seja feita a Tua vontade, assim na terra como nos céus..." 

Todos os domingos, milhares de crianças em todo o país frequentam as Reuniões para Jovens e Menores da Congregação Cristã. Meninos e meninas cantam hinos sacros direcionando seus louvores à Deus, tais como:

Ajuntemos, ó meninos, nosso bom tesouro lá no céu de amor;
Onde habita nosso Mestre, e o Pai eterno, nosso Criador.

Eu sou um cordeirinho, Jesus é o meu Pastor;
Desfruto seu carinho, e seu sublime amor.
Nasci no Seu rebanho, por graça divinal;
Não sigo a voz do estranho, mas só a paternal.

Meninos trajando terno e gravata. Meninas com vestidinhos e véu sobre suas cabeças. Todos reunidos, recitando versos bíblicos, aprendendo as Sagradas Letras na Santa Escola. 

O tempo passa, as coisas começam a mudar. A adolescência chega e os interesses afetivos começam a surgir naqueles jovens providos até pouco tempo de tão imensa inocência. Será que algo de errado está acontecendo? Obviamente que não. A natureza está tomando seu curso natural. Os hormônios começam a trabalhar com força total. Meninos e meninas vêem seus corpos se transformar. Dúvidas, medos, insegurança, vergonha. Dos 13 aos 20 anos a vida do adolescente é bombardeada com muitos questionamentos.

SEXUALIDADE

O ponto chave na vida de todo adolescente é a própria sexualidade, que começa a se manifestar em formas até então desconhecidas para eles. O desejo sexual é um instinto natural. As mocinhas são surpreendidas pela primeira menstruação. Os meninos passam a ter ereção involuntária, polução noturna. A masturbação torna-se fato para a maioria destes adolescentes e, para muitos jovens criados na Congregação, tudo isto parece muito confuso e até mesmo perturbador. Afinal, será que estou pecando? Sentimentos, desejos e paixões são tão reais nesta fase quanto a própria existência da pessoa. 

Para muitos jovens, a incerteza quanto a orientação sexual é um fardo ainda maior. "Por que será que enquanto meus amigos falam de garotas, se sentem atraídos pelo corpo feminino, eu reparo no jeito deles, no porte físico deles e sinto algo por eles que não sinto pelas meninas?" Vinte, 21, 22 anos. Aquilo que muitos achavam que era apenas uma fase tornou-se característico de sua personalidade e natureza. De fato, eles são homossexuais.

O QUE FAZER?

A aceitação da orientação homossexual pode ser um caminho de muito sofrimento. O medo da rejeição, da exclusão e do julgamento é o maior entrave para que um jovem cristão homossexual se aceite como tal. "Minha família não aceitaria. O que eu devo fazer?" Realmente, a maioria dos pais não sabe lidar com o fato de ter um filho gay ou uma filha lésbica. O silêncio impera durante anos até que o gelo é finalmente quebrado.

O MEDO DA VERDADE

Muitas famílias evitam falar sobre a homossexualidade de um filho. Ainda que a certeza esteja implícita pelo convívio familiar, o tabu faz com que muitos pais e filhos não se sintam confortáveis para falar abertamente sobre este tão delicado assunto. Quando finalmente um filho resolve buscar os pais para tratar esta questão, há uma neblina de dúvidas cobrindo as reações e os rumos que a conversa tomará. “Será que serei compreendido? Continuarei sendo amado?”

O AMOR PREVALECE

Pais que verdadeiramente amam a seus filhos JAMAIS os abandonarão. O amor paternal encobre uma multidão de conceitos até então vistos como alheios à realidade familiar. Quando acontece na casa do vizinho, os julgamentos são sem misericórdia. Quando acontece dentro de casa, os conceitos são revisados, revistos e reeditados. "Deixarei de amar a meu filho por tudo o que eu penso e [não] entendo sobre a homossexualidade?"

E DEUS, COMO VÊ ESTA SITUAÇÃO?

“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11)

Se os homens sendo maus, sabem amar a seus filhos, ainda em situações que eles mesmos não sabem lidar, quanto mais Deus, o Pai Celestial, amará a um filho por algo que Ele, o Criador, entende e compreende como ninguém mais poderia fazer?

Tudo entende, o Salvador
O teu sentir, tua aflição.
Tu provarás o Seu grande amor
Ele conhece, o teu coração.

Você não sabe qual dos dois caminhos seu filho tomará

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Risco de suicídio é 5 vezes maior entre adolescentes homossexuais

O suicídio é a terceira causa que mais mata jovens no Brasil, perdendo somente para drogas e acidente de trânsito


Jamey Rodemeyer (14 anos) se suicidou após o vídeo. Adolescente era constantemente vítima de bullying por parecer ser gay


Uma classe vazia atormenta alunos de uma escola estadual de Imbé, litoral do Rio Grande do Sul. Quem convivia com a aluna mais popular do colégio hoje se angustia com a ausência. A menina, de 15 anos, foi encontrada morta em seu quarto em julho deste ano. A conclusão da perícia: suicídio.
A 700 km da cidade gaúcha, uma escola particular de Curitiba (PR) sofre com a mesma ferida, aberta dois anos atrás, quando uma estudante de 16 anos tirou a própria vida dentro do ambiente escolar. Em ambas as instituições, o procedimento oficial foi o mesmo: suspensão das aulas por luto no dia seguinte e, depois, ninguém toca mais no assunto.
Essa atitude dos colégios, contudo, tem que mudar. É o que defende a psicóloga clínica Célia Maria Ferreira da Silva Teixeira, que no seu doutorado em educação defendeu a tese A Escola Como Espaço de Prevenção ao Suicídio de Adolescentes. Segundo ela, mais do que o tema morte, o suicídio é um tabu para todos os setores da sociedade, inclusive nas escolas, que deveriam ser parceiras nesse combate. "Pelo contrário, as escolas ignoram", diz.
O suicídio é a terceira causa que mais mata jovens no Brasil, perdendo somente para drogas e acidente de trânsito. Ao lado da velhice, a juventude é a fase da vida de maior ocorrência. Em 2009, segundo dados do Ministério da Saúde, 2.775 pessoas de 15 a 29 anos foram responsáveis pela própria morte. Uma preocupante marca que fez com que o dia 10 de setembro fosse declarado Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Para os colegas das duas adolescentes citadas no início da reportagem, os números não dão conta de sentimentos como medo, raiva e culpa que afloram no meio. Célia explica que a maioria das instituições optam por "não tocar mais no assunto" pelo simples fato de não saber como lidar. "O certo seria conversar com os estudantes sobre o ocorrido, e deixar que eles falem o que pensam, o que sentem", diz. "Não falar sobre isso em sala de aula faz com que o local de desabafo seja no recreio, sem acompanhamento pedagógico", completa.
Professores precisam estar atentos a sinais 
A psicóloga defende que as escolas estejam preparadas para "remediar", mas acima de tudo para "prevenir" casos de suicídio. Para ela, sendo o colégio uma instituição voltada à formação de seres humanos, um dos papéis do professor deveria ser a capacidade de identificar alunos que apresentam fatores de risco. Ela explica que os sinais de alerta podem vir com frases como "não aguento mais" ou mesmo as mais diretas, como "quero me matar". O afastamento dos amigos, o baixo rendimento escolar e a melancolia são outros indicadores.
A psicóloga afirma que é preciso estar atento à tendência, ao pensamento e a tentativas suicidas. "Os pensamentos antecedem a ação. Nesse momento, a pessoa emite sinais para os que estão por perto. É um pedido de ajuda", diz.
Ao trabalhar focando a prevenção, os professores não precisam falar sobre o suicídio diretamente, diz a psicóloga, mas podem criar um espaço para que os jovens falem sobre os seus sentimentos. São nesses momentos, explica, que os fatores de risco se apresentam. Além disso, o fato de o aluno ver na escola um local de compreensão e carinho pode evitar o ato. "Muitas vezes este jovem está estressado pela cobrança escolar, com problemas familiares e sofrendo discriminação dos colegas. E além de tudo isso, não tem lugar nenhum para extravasar a sua angústia. Os colégios deveriam proporcionar isso para ele", defende.
Identificados os sinais de risco, passa-se para uma fase ainda mais desafiadora: o que fazer a seguir? Para Célia, que ministra aulas para orientar profissionais da saúde e da educação sobre o tema e é chamada por escolas quando acontecem casos de suicídio, a maioria dos profissionais sofre de desinformação, mas principalmente apresenta uma postura de descaso.
Em uma das reuniões com professores de um adolescente que se matou, ao explicar os sinais de risco, ouviu dos mesmos que eles haviam percebido tais comportamentos no aluno, mas que não tomaram nenhuma atitude. "Não é por mal. O que acontece é que os adultos tendem a olhar o adolescente como um dramático, um rebelde sem causa. Então, qualquer comentário suicida é visto como puro drama", diz, completando que os jovens têm ainda outra característica mais crucial: a impulsividade. ¿É por isso que o ato de tirar a própria vida acaba sendo recorrente nesta faixa etária", observa.
Junto à impulsividade estão o que se chama de "três D": desesperança, desamparo e depressão. Na adolescência, esses sentimentos são ocasionados, na maioria das vezes, por problemas familiares, falta de amigos, não conhecimento de si próprio e extrema exigência de desempenho. "Eles têm que ser bonitos, populares, inteligentes, queridos e constantemente felizes", explica. "A escola deveria ser o porto seguro do estudante, mas ela está sendo outro fator de risco. Lá o aluno encontra cobrança, falta de compreensão e o bullying", conclui a psicóloga.
Políticas antibullying nas escolas diminuem casos 

Se para adolescentes a alternativa do suicídio ronda seus pensamentos com mais frequência do que nos adultos, para aqueles que são gays, lésbicas ou bissexuais o risco é cinco vezes maior. É isso que mostra a pesquisa liderada por Mark Hatzenbuehler, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, divulgada neste ano. O estudo ainda provou que políticas antibullying em ambiente escolar podem diminuir este índice.
Os pesquisadores entrevistaram mais de 30 mil alunos de High School, o Ensino Médio norte-americano, em 11 diferentes municípios no estado do Oregon (EUA). Eles concluíram que cerca de 20% dos adolescentes gays ou bissexuais haviam realizado tentativas suicidas um ano antes da pesquisa. Entre os heterossexuais, o número cai para 4%.
Ao analisar o ambiente escolar em que estes jovens estão inseridos, os pesquisadores detectaram que a presença de políticas antidiscriminação na sala de aula diminui em 25% a probabilidade de um homossexual cometer suicídio. O fato também tem consequências nos heterossexuais, que passam a ter 9% menos chances de tirar a própria vida.
"Quando a comunidade oferece apoio ao jovem gay, e as escolas adotam políticas antidiscriminação que protegem esses adolescentes especificamente, o risco de tentativa de suicídio cai para todos os jovens, especialmente para os GLB", disse Hatzenbueheler ao site LiveScience.

PS: E nossas igrejas, o que estão fazendo a este respeito? 

Com fim de proibição, militar americano assume homossexualidade


Lei conhecida como Don't Ask, Don't Tell deixa de valer oficialmente, permitindo que gays nas Forças Armadas assumam opção sexual

Josh Seefried posa com seu livro na Filadélfia, EUA

Agora pode ser dito: um proeminente defensor dos direitos homossexuais que usava o pseudônimo J. D. Smith é, na verdade, o primeiro tenente Josh Seefried, 25, um oficial ativo da Força Aérea. Às 0h01 desta terça-feira ele abandonou o pseudônimo, liberto da necessidade de ocultar sua orientação sexual, como milhares de outros integrantes no Exército americano.
"Sempre tive a sensação de que estava mentindo e que não poderia ser parte da família militar", disse Seefried, que ajudou a fundar um grupo secreto de 4 mil gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros membros ativos das Forças Armadas. "Agora sinto que posso conhecer meus colegas de novo. Quando vou a uma festa de Natal, posso realmente levar a pessoa com quem tenho um relacionamento. É um grande alívio."
Após 18 anos, a lei conhecida como “Don’t Ask, Don’t Tell” (“não pergunte, não conte”) terminou oficialmente à meia-noite e com ela as dispensas que retiraram mais de 13 mil homens e mulheres das Forças Armadas sob a proibição do serviço de soldados abertamente homossexuais.
Para marcar a mudança histórica, grupos de direitos homossexuais estão planejando celebrações em todo o país, enquanto o secretário de Defesa Leon E. Panetta e o almirante Mike Mullen, presidente do Joint Chiefs of Staff, irão inaugurar a nova era em uma coletiva de imprensa do Pentágono.
O outro lado também será ouvido: Elaine Donnelly, uma adversária de longa data da permissão de que gays e lésbicas sirvam abertamente nas Forças Armadas, já afirmou que "a partir de terça-feira o comandante chefe será responsável pelas forças militares à lá São Francisco que criou”. Dois republicanos do Comitê dos Serviços Armados da Câmara – o presidente, deputado Howard P. McKeon, da Califórnia, e o representante Joe Wilson, da Carolina do Sul – pediram ao Pentágono que atrasasse a nova política, dizendo que os comandantes em campo não estão prontos. Mas o Pentágono seguiu em frente.
Ninguém sabe quantos homossexuais ativos nas forças armadas irão declarar sua opção sexual nesta terça-feira, embora nem os defensores dos direitos dos homossexuais, nem oficiais do Pentágono estejam esperando grandes números, pelo menos não inicialmente.
"O ponto chave é que já não importa mais", disse Doug Wilson, um porta-voz do Pentágono. "Sentimos que o dia será como qualquer outro."
O general Carter Ham F., que foi co-diretor de um estudo do Pentágono sobre a revogação da medida, disse na semana passada esperar que o efeito seja "sem grandes consequências".
Esse não é o caso de Seefried, um analista de orçamento da Base McGuire-Dix-Lakehurst, em Nova Jersey, e estudante de pós-graduação da Academia da Força Aérea que teve que trabalhar nas sombras no Pentágono em um esforço de 18 meses para mudar a política.
Segundo Seefried, no final de 2009 um instrutor de civis em um curso de formação técnica descobriu através de sites de redes sociais que seu tenente era homossexual e começou a perturbá-lo. No início de 2010, Seefried relatou o caso ao instrutor e teve sua homossexualidade exposta. Sob a política "Don’t Ask, Don’t Tell", Seefried foi temporariamente afastado de seu trabalho.

Na mesma época, Robert M. Gates, então secretário americano de Defesa, mudou as regras para que os membros do serviço não pudessem ser dispensados pela revelação de sua homossexualidade feita por terceiros. "Isso salvou a minha carreira", disse Seefried.
De volta ao trabalho, Seefried começou a construir o que se tornou o OutServe, um grupo de militares gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros na ativa ligados por grupos secretos no Facebook e listas de email. Em abril de 2010, ele falou pela primeira vez publicamente contra o "Don’t Ask, Don’t Tell", na Universidade Estadual de Nova York, em Oswego, mas sob um pseudônimo que ele criou às pressas para a ocasião – J. D. (por suas iniciais, Josh David) e Smith, o nome de solteira de sua mãe. Ele pediu ao grupo de cerca de 70 alunos e administradores em Oswego que não tirassem fotos dele ou o denunciassem na internet. Ninguém o fez.
"Era um risco que estava disposto a assumir", disse. "Por causa disso, poderia ter sido preso muitas vezes no ano passado. Mas nunca fui.”
Quando Seefried aparecia na televisão, seu rosto era sempre encoberto, embora ele não disfarçasse a voz. "Achava que (mudar a voz) era algo muito assustador", disse. “Queria parecer o mais humano possível."
Então, no último verão, algo surpreendente aconteceu – o Pentágono estendeu a mão a ele. O departamento estava realizando um amplo estudo dos efeitos da revogação do “Don’t Ask, Don’t Tell”, mas não sabia como entrevistar membros homossexuais na ativa sem ter de dispensá-los por causa da lei. Trabalhando através de uma ligação civil com a OutServe, Seefried deu ao Pentágono e à RAND Corp – responsável por realizar o levantamento dos membros do serviço – acesso ao seu banco de dados.
Quando o estudo final foi apresentado ao Senado, muitas das citações usadas nas audiências eram de membros participantes do OutServe.
Em dezembro ele foi convidado à Casa Branca quando o presidente Barack Obama assinou o projeto de lei que revogou o “Don’t Ask, Don’t Tell”. "Fui até lá como Josh", disse. "Você não pode ir a esses eventos com um pseudônimo".
Embora outros defensores dos direitos dos homossexuais soubessem quem ele realmente era, o Departamento de Defesa não sabia – ou pelo menos não queria saber.
Nesta terça-feira, o tenente irá aparecer em uma entrevista coletiva no Capitólio ao lado de senadores que pressionaram pela revogação. Em outubro vem a publicação de um livro que ele editou "Our Time: Breaking the Silence of ‘Don’t Ask, Don’t Tell'” (A Nossa Hora: O Fim do Silêncio do ‘Não Pergunte, Não Conte’, em tradução livre).
Seefried disse estar feliz em dizer adeus a J. D. Smith. "Não há um dia em que você não pense no ‘Don’t Ask, Don’t Tell’ quando você vive sob esta política", disse. "Ela consome seu pensamento, consome o seu futuro, por causa do medo de ser pego. Nunca pensei que veria a revogação da política durante a minha carreira militar".
Por Elisabeth Bumiller

domingo, 25 de setembro de 2011

Teólogo sugere que evangélicos deixem homossexuais em paz

O teólogo presbiteriano Juan Stam, hoje vivendo na Costa Rica, propôs às igrejas evangélicas uma moratória, de cinco anos, para que elas analisem com calma o assunto da homossexualidade, deixem os homossexuais em paz e se fixem em outros temas mais importantes e evangélicos.



Pautada pelas alas conservadoras da Igreja Católica e denominações evangélicas, a homossexualidade entrou com força nos debates durante campanha à presidência da República deste ano. O tema ficou bem demarcado pelas balizas da moralidade, amparado por versículos bíblicos.

“Faria muito bem para nós recordar que as mesmas passagens bíblicas denunciam a avareza – os avarentos não entrarão no Reino dos Deus. “O Novo Testamento diz muito mais contra a avareza e a cobiça do que contra a homossexualidade”, destaca Stam.
A guerra homofóbica está causando dano à igreja, sustenta o teólogo. Evangélicos parecem estar presos a uma obsessão pelos temas sexuais, “como se fossem os únicos problemas críticos de nosso tempo e como se deles dependesse o futuro da igreja e da civilização.”

Esse tema domina, de modo a cansar, o discurso de políticos protestantes. Ele indaga, por exemplo, por que igrejas evangélicas e católica não se uniram para organizar marchas contra as guerras do Iraque e do Afeganistão? Ou em protesto contra o golpe de Estado em Honduras e, agora, contra o regime repressivo do seu governo?

Por isso, as igrejas evangélicas “carecem de autoridade moral para que suas campanhas anti-homossexuais sejam convincentes”, afirma, agregando: “Suas arengas contra a homossexualidade caem no ridículo ante os setores pensantes e críticos da população e, às vezes, cheiram a oportunismo e hipocrisia”.

O evangelho, lembra o teólogo, não vive da negação, mas das boas novas. Na América Latina, evangélicos têm se destacado por serem anti: anticatolicismo, anticomunismo, antiecumenismo e agora anti-homossexualidade. “O evangelho é o ‘sim’ e o ‘amém’ de Deus; quando o negativo domina a Igreja, ela está doente”, sustenta.

O viés religioso sobre o homossexualismo, que apareceu na campanha política, deixou de lado dados preocupantes e assustadores para quem defende o valor último da vida. De 1980 a 2009, o Grupo Gay da Bahia contabilizou 3.196 assassinatos de homossexuais no Brasil, uma média de 110 por ano.

O Paraná é o Estado mais homofóbico do país, ao lado da Bahia, e seguido por São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Alagoas. No ano passado, foram mortos 15 travestis, oito gays e duas lésbicas no Paraná. Entre travestis e transsexuais, 70% já sofreram algum tipo de violência naquele Estado.

O ex-presidente do Grupo Gay da Bahia, o antropólogo Luiz Mott, frisa que a maioria dos crimes contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBT) é motivada por “homofobia cultural”.

A comunidade LGBT luta pela aprovação do projeto de lei, em tramitação no Congresso nacional, que criminaliza a homofobia. O presidente da Associação Brasiléia de LGTB, Toni Reis, destaca que o maior empecilho para a aprovação da lei é a oposição de grupos religiosos conservadores.

Ele afirma, contudo, que a reivindicação da comunidade LGBT não é o casamento religioso, mas a união civil. Reis menciona, em matéria no Brasil de Fato, que 53 países têm legislação específica contra a homofobia, dentre eles o Uruguai, a Argentina, a Colômbia e o México.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Blog JovemCCB publica post de HomoCCB

O Blog JovemCCB publicou um post abordando um dos tema desta página: “Uma Carta aos meus pais”


Retirei alguns comentários feitos por mim e por uma outra pessoa que se identifica como Cristão Gay, pois tais relatos possuem informações relevantes no que diz respeito à luta dos homossexuais evangélicos pela aceitação no seio da igreja.

Comentários de Brandon

A paz de Deus!
Fiquei surpreso ao ver a abordagem de um tema do meu  blog  em  JovemCCB. Na   verdade,   fiquei lisonjeado.A idéia de criar um blog foi, na verdade, um grito de protesto, pois o ministério da CCB não nos ouve (os homossexuais). 

Como eu contei a minha história, o homossexual evangélico passa por uma crise de aceitação interna muito mais prolongada e perigosa do que o não crente porque a igreja nos “atormenta” com a idéia do pecado e punição eterna. Ser homossexual é compreensível, desde que a pessoa permaneça em silêncio e JAMAIS pratique nenhum ato “abominável”. 


Esta é uma das revoltas da maioria dos gays da CCB (e provavelmente de muitas outras igrejas evangélicas). Após passar por crises, negações, medos,  sentimentos de  revolta (afinal  por que eu sou assim?), pensamentos suicidas, o homossexual finalmente consegue se libertar aos poucos dos entraves psicológicos gerados pela sociedade que o cerca. Como na CCB eu não encontrei auxilio nem apoio, tive de buscar no conhecimento dito humano as respostas das minhas muitas indagações. Um ancião influente de São Paulo manda os homossexuais irem ao psicólogo.


Encontrei as respostas que eu necessitava, consegui resolver meus conflitos e hoje sou feliz. Minha família, meus amigos mais próximos e alguns irmãos da CCB sabem da minha orientação. Por estes fui compreendido e nossa relação continuou a mesma. Minha essência permaneceu, minha personalidade também. 

Infelizmente, a CCB não me viu com bons olhos. Muita gente se afastou de mim, unicamente pelo motivo de dizer a verdade e não fazer como muitos irmãozinhos homossexuais que conheço e que vivem uma vida dupla (e eu entendo o motivo de eles agirem assim: medo de represálias e exclusão).Em um culto, eu e um outro irmão auxiliar de jovens também homossexual fomos humilhados em uma pregação feita por um cooperador que sabe da nossa situação, onde ele dizia:“nem tudo o que parece ser é, que alguns apenas parecem serem crentes, mas não são, e que haviam homossexuais ali na igreja sentando lado a lado como se fossem casalsinho e que aquilo não seria tolerado”. Sem contar outras coisas terríveis que ele pregou que nos envergonharam perante a irmandade daquele local. A única coisa que queríamos era louvar a Deus. Indignado, fui pessoalmente ao Brás dias após e entreguei uma carta ao ancião que presidia o culto, contando em detalhes o ocorrido. Deixei meu nome, telefone, comum congregação, nome do ancião, encarregado de orquestra (pois sou músico). Meses se passaram e até agora não recebi um telefonema sequer de ninguém. Fomos ignorados. Assim é a CCB com os homossexuais. É assim que ela trata seus membros “enfermos” na fé. Por esta e outras resolvi criar o blog. Espero que muitos irmãos depressivos possam encontrar conforto nas mensagens que escrevi, para que os tais saibam que eles não estão sozinhos e que há, de fato, Deus no céu velando pelas suas almas.

Aos que ignoram e condenam os homossexuais, saibam que sua visão mudará completamente quando você tiver um filho, um sobrinho ou um parente próximo ao qual você ama e que é homossexual. Eu mesmo tinha alguns tios "superignorantes" no que diz respeito à homossexualidade. Quando eles souberam de mim, eles mudaram completamente a concepção e vêem agora que a visão que eles possuíam anteriormente era puramente baseada em preconceitos e desconhecimento. Eles jamais imaginavam que tinham alguém tão próximo deles, alguém que eles tanto admiravam (e modéstias à parte, ainda admiram) pelo esforço, dignidade e integridade, e que é gay.

Sou gay, íntegro, nunca me prostitui e jamais usei drogas. Conheço dezenas de outros gays na CCB que são igualmente pessoas altamente sociáveis e íntegras. 


Abandone os conceitos errados.
Jesus veio para todos, principalmente para os excluídos.


Muitos líderes evangélicos estão preocupadíssimos com a "revolução gay". Eles acreditam que a mídia esteja incentivando homens e mulheres a se relacionarem com pessoas do mesmo sexo. "Seria o sinal do fim dos tempos". Nada mais infantil. Homossexuais sempre existiram ao longo de toda a história da humanidade. Em certos tempos e sociedades eles eram considerados "guerreiros" e, por incrível que pareça, até mais másculos do que homens heterossexuais. Estude um pouco sobre filosofia grega e verá que não estou inventando nada.

No advento Católico Romano, muitos sacerdotes homossexuais escolhiam (e ainda o fazem) o celibato como refúgio para sua orientação sexual. No entanto, como todos sabemos, muitos realmente não mantém seus votos de castidade e acabam por cometer atos ilícitos com inocentes. Outros possuem amantes, enfim, a repressão sexual tem se mostrado muito mais perigosa do que a manifestação pura, sincera e pública do amor entre dois seres adultos, hetero ou homossexuais.

A igreja precisa abrir mais os olhos para a realidade e deixar de lado a ignorância. Homossexualidade é uma realidade latente e vida de todas as igrejas. Sempre foi. Jogar a 'sujeira' para baixo to tapete ou tapar os olhos para a verdade é a pior forma de se resolver um 'problema'.

É preferível viver no "faz de contas", fingindo que gays não existem nas igrejas? Acordem para a realidade e veras que eles estao mais perto do que voces imaginam, talvez ate mesmo dentro da casa de muitos.

Comentários de Cristão Gay

O QUE POUCA GENTE SABE é que aceitar-se e/ou assumir-se como sendo homossexual, ou como muitos dizem “sair do armário”, não é uma tarefa fácil para as pessoas que se encontram nesta condição, e é muito mais difícil quando se é cristão, e é mais difícil ainda quando essa pessoa pertence a um grupo cristão intolerante aos gays. Há muito choro, muita solidão, muitos porquês sem respostas, muita angustia, muita revolta e uma automutilação quase que diária, sem contar infindáveis horas gastas em oração por uma libertação que nunca chega e nem concede paz ao espírito perturbado 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

SE NÃO BASTASSE O AUTOFLAGELO ao qual nos submetemos diariamente, ainda temos que levar as pedradas do preconceito e ignorância, pedras que geralmente são atiradas por pessoas que amamos muito e tememos um dia perder o seu amor caso saibam da nossa condição, a saber, os que sem saber atiram as pedras que nos ferem são nossos pais, familiares, irmãos da igreja, amigos da escola, colegas do trabalho e também inimigos.

POR SERMOS BICHAS NOS TRATAM COMO BICHOS. Esquecem que somos seres humanos e que temos sentimentos, violam nossa dignidade, violentam nossos direitos, nos expõem, nos difamam, nos caluniam, nos constrangem, nos humilham, nos perseguem, nos excluem e também nos matam.

De tanto de em vão lutar, de tanto implorar a Deus por uma libertação que nunca chega, uma hora só nos resta a acreditar que talvez tenhamos nascido assim, já que crescemos assim e provavelmente morreremos assim, é difícil acreditar que Deus é tão impiedoso, que não se atenta para as lagrimas sinceras e nem vem ao encontro daqueles que com o desejo de melhor servi-lo o buscam com sincero coração.

A MEDICINA. Desde 1973 as Associações de Psiquiatria e de Psicologia dos Estados Unidos deixaram de classificar o homossexualismo como doença, distúrbio ou perversão, e desde 1990 a OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou o homossexualismo da lista de doenças mentais, logo, não sendo doença, não pode haver cura e nem tratamento. 

PARA SER POLITICO. Digamos que a ciência ainda não tem respostas conclusivas para o comportamento homossexual, mas há estudos como o da geneticista Anne Moir da universidade inglesa de Oxford, do neurobiólogo americano Roger Gorski da Universidade da Califórnia, entre outros, que apontam que o homossexualismo é desenvolvido ainda no útero devido à dosagem de testosterona (hormônio masculino). O padrão básico de formação do corpo e cérebro do feto humano é feminino, a diferenciação ocorre entre a sexta e oitava semana quando ocorre dosagem de testosterona, uma dosagem inferior desse hormônio num feto que já assumiu o sexo masculino pode gerar um homem com cérebro de tendências femininas, já se o feto é geneticamente feminino (XX) e o seu cérebro recebe hormônio masculino (testosterona), nascerá uma mulher com estrutura cerebral masculina. Tanto é verdade, que há muito tempo os cientistas estão produzindo ratos gays em laboratório para estudar a homossexualidade.

A OPÇÃO. Dizem que ser gay é uma opção, mas depois de anos sem sucesso lutando comigo mesmo e vendo pessoas dentro e fora da igreja na mesma situação, cheguei à conclusão que a única opção que nós temos é nos aceitar ou não, é nos assumir como somos ou continuar praticando diariamente a autonegação.

BICHO COMO A GENTE. Pelo fato do bicho homem ser racional dizem que ele faz as suas escolhas, portanto, opta também ser homossexual, acontece que existem mais de 1500 espécies, que são seres irracionais, todos eles criados pelo mesmo Deus, que por algum motivo, naturalmente desenvolvem comportamento homossexual. O bicho homem, racional ou não, também é bicho, a diferença é que teoricamente pensamos e agimos racionalmente.

APESAR DE SER GAY. Orgulho-me de muitas pessoas enxergarem em mim qualidades que fazem elas ficarem inquietas consigo mesmas e terem o desejo de se tornar um ser humano melhor, apesar de ser gay sirvo de espelho para muita gente, tanto de vida quanto de fé, apesar de ser gay recebi o cargo de auxiliar de jovens e menores na igreja, apesar de gay aos domingos nos cultos para os jovens a pregação era oferecida a mim, apesar de ser gay gozo de grande respeito do ministério e irmandade pelo meu caráter, apesar de ser gay o Senhor sempre esteve comigo, inclusive, me fez instrumento na sua obra, apesar de ser gay e não achando merecimento algum em mim Deus me abençoou grandemente tanto no espiritual quanto no material.

RENUNCIAS. Por ser gay nunca aceitei o espaço cedido no púlpito, nem mesmo quando o Senhor pulsou forte em meu coração para falar a congregação, isto fiz porque temia um dia não mais conseguir me manter firme na minha determinação em não ser gay. Por saber que eu era gay, terminei o relacionamento com uma moça que muito me amava e de quem eu muito gostava, pois, eu sabia que eu não podia fazê-la feliz como ela merecia e eu não tinha o direito de estragar a vida dela. 

PASSAMOS a viver melhor quando passamos a nos aceitar como somos, um peso enorme sai de nossas costas, ao deixar de se preocupar em controlar todas as situações para que jamais desconfiem de nós passamos a observar as coisas simples da vida, tal como as estrelas sobre nossas cabeças, o verde das plantas... o azul do céu. Isso pode soar estranhos a vocês leitores, mas é a pura verdade, durante 5 anos todos os dias fazia a pé o mesmo trajeto e só e nunca havia percebido as cores e formas das plantas que sempre estiveram ali, curiosamente o céu estava estrelado, a ultima vez que me recordava ter olhado eu ainda era um menino.





FATORES EXTERNOS. Há quem diga que os homossexuais são produzidos pelo meio em que vivem e experiências traumáticas vividas quando criança, não sei dizer se sou gay por ser filho de pai alcoólatra, por ter sido violentado quando criança, por ter passado fome, ou por qualquer outra coisa, só sei que sou assim, embora não quisesse e tenha tentado não ser.


SOMOS MUITOS. Estamos em toda parte, provavelmente, há alguns bem perto de você, talvez dentro da sua própria casa, há outros sentados ao seu lado na carteira da escola, sentado em frente a sua mesa do trabalho, de pé encostado em você dentro do ônibus, e também na igreja, desde os mais pequeninos até os mais graúdos, acontece que sabemos a sociedade como um todo pode ser muito mais hostil conosco do que já somos com nós mesmos, por isso, optamos pela invisibilidade.

ACREDITEM. Se juntássemos todos os gays que estão dentro da igreja buscando ao Senhor de sincero coração, encheríamos varias congregações, teríamos muitos músicos, muitos moços e moças, até mesmo casados(as) e ministros, aliás, encontramos em muitos gays cristãos qualidades que muitas vezes não vemos naqueles que se afirmam os verdadeiros servos do Deus Altíssimo. 

CARICATURAS DE UM GAY é o nome que eu daria a esses gays carnavalescos com toda aquela alegoria que vemos pela TV nas paradas gays, eu respeito do direito a escolha das pessoas, mas a maioria não é assim, eu mesmo por nunca ter dito ser gay jamais desconfiaram de mim, até mesmo os amigos(as) a quem revelei minha homossexualidade não acreditaram e acharam que eu estava brincando, porém, ao verem que era verdade não deixaram de me admirar, de gostar de mim e nem de me respeitar, afinal, eles me conhecem muito bem, sabem do meu caráter, dos meu valores e o que eu já fiz pra que minha passagem na terra tenha feito alguma diferença para tornar este mundo um pouco melhor.

AFASTAM-NOS DE DEUS. Com tantos crentes doentes e intolerantes nutrindo ódio aos homossexuais dentro da igreja, não é a toa que muitos estão chegando à conclusão que o lugar mais seguro na igreja para nós é fora dela, alguns até mesmo questionam a existência de Deus, pois, não entendem o porquê da libertação do homossexual nunca vir e ainda nós sermos tratados como aberrações e, por isso, as pessoas acharem que tem o direito de ferir nossa dignidade humana.
O QUE ESPERO. Não espero que tenham pena de mim e nem das pessoas que se encontram na mesma situação que eu, também não quero que se expressem favorável aos homossexuais, quero apenas que entendam que os homossexuais são apenas mais um pecador dentro da igreja e que a única coisa que o difere dos outros pecadores (até mesmo você que lê esse comentário) é o tipo de pecado, então, antes de agir com intolerância e se deixar tomar pelo espírito do ódio na tratativa dos homossexuais, perguntem a si mesmo: “Como Jesus agiria nesta situação?”

NÃO SE DEVE TEMER a presença do gay nas igrejas, eles sempre estiveram e sempre estarão nela e nunca causaram qualquer situação ameaçadora, devemos sim temer aqueles aos fariseus que por fora se mostram santos mas por dentro são podres.

UM PEDIDO. Ter uma fé cega pode ser pior do que não ter fé nenhuma, então, ao escutar ao uma pregação sem amor e de condenação aos homossexuais: "Antes de ecoar "Amém" na sua casa e no lugar de adoração, pense e lembre-se. Uma criança está ouvindo". (Mary Griffith, mãe de Bobby, em discurso proferido no Congresso Americano em 06 de dezembro de 1995 – 8 meses após o suicídio de seu filho).

SE POR NÃO SABEREM DE NÓS outrora as pessoas nos amavam, respeitavam e até admiravam por aquilo que somos, e agora apenas por saberem de algo que sempre foi, mas não era conhecido, desculpem-me, mas essas pessoas é quem não nos merecem.

APRENDA COM QUEM JÁ APRENDEU. Oito meses após Bobby Grifth se jogar de uma ponte e ser esmagado por um caminhão de 18 rodas, sua mãe, a presbiteriana americana Mary Grifth, lendo o diário de seu filho percebeu o tamanho do sofrimento de seu, e passou a questionar a própria conduta intolerante, também passou a questionar a interpretação da Bíblia feita por sua denominação em relação aos homossexuais, por fim, ela se tornou ativista dos direitos homossexuais, chegou a discursar no Congresso Americano, veja abaixo o discurso, ela tem muito a ensinar. 

A LIÇÃO DE MARY. A seguir o discurso realizado no Congresso americano em 6/12/1995, após oito meses do suicidio de seu filho: “A homossexualidade é um pecado. Os homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo. Se ao menos eles tentassem, e tentassem com mais afinco quando não funcionasse. Estas foram às coisas que eu disse ao meu filho, Bobby, quando descobri que era gay. Quando ele me disse que era homossexual, o meu mundo desmoronou-se. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho saltou de uma ponte e se matou (...). A morte de Bobby foi o resultado direto da ignorância e do medo dos seus pais quanto à palavra gay. Ele queria ser escritor. As suas esperanças e sonhos não deviam ter sido tirados dele, mas foram. Há crianças, como Bobby, sentados nas vossas congregações. Desconhecidos de vós, elas estarão a escutar, enquanto vocês ecoam ‘Amém’. As suas preces à Deus por compreensão, aceitação e pelo vosso amor. Mas o vosso ódio, medo e ignorância da palavra ‘gay’ irão silenciar suas preces. Por isso, antes de ecoarem ‘Amém’ na vossa casa e local de adoração, pensem! Pensem e lembrem-se uma criança está a ouvir.”